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Veja o que não fazer ao ser promovido de cargo
not_discursofonte: Universia / Bruno Loturco
Descuidos são comuns, confira os dez erros imperdoáveis nessa situação
A promoção para cargo mais alto dentro de uma empresa pode até ser motivo para que o profissional sinta-se orgulhoso pelo seu trabalho. O contentamento, no entanto, não deve ser pretexto para relaxo e ou a idéia de que não é mais necessário se empenhar. O risco, nesses casos, é a possibilidade de colocar a perder, em pouco tempo, toda a confiança conquistada durante vários anos de trabalho. O mesmo vale quando a proposta de assumir um novo cargo não é analisada e o profissional se responsabiliza por funções que não é capaz de realizar.
Quem é promovido precisa ainda ficar atento para que a alteração de postura inerente à mudança de função não afete suas relações cordiais com colegas que continuam a ocupar os mesmos cargos. Embora seja um passo relevante para a carreira, a promoção exige atenção e preparação do profissional. Por isso, o Universia ouviu profissionais que trabalham em gestão de carreiras e coletou dicas sobre esse momento de transição. Veja a seguir o que eles disseram:

Distanciar-se dos antigos colegas

"O profissional precisa inspirar confiança nos colegas de trabalho, e isso vale para todos os níveis. Então, não pode virar as costas para os antigos colegas, agora subordinados, senão vai ser malvisto. É claro que alguma mudança será necessária. Ele vai ter de ser firme para separar a amizade da responsabilidade com a empresa, pois agora é um líder. Mas também é ruim agir como se não conhecesse mais os que estão à sua volta. É recomendável se distanciar com naturalidade."
Cristina Limongi - psicóloga e professora da FEA-USP (Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade da Universidade de São Paulo)

Impor em vez de propor

"O peso do novo cargo pode levar o ocupante a, equivocadamente, pensar que tem de saber tudo e decidir tudo sozinho. O antídoto para essa postura é pedir a opinião da equipe, pois ouvi-la gerará grande motivação entre todos, além de levar à tomada de decisões eficazes. Em qualquer promoção, seja de nível gerencial ou não, é interessante que o profissional procure conhecer a dinâmica da área e do cargo que assumirá."
Janaína Ferreira - coordenadora da pós-graduação CBA (Certificate in Business Administration) e professora do curso de gestão de pessoas do Ibmec-RJ

Acomodar-se

"Por já ter sido promovido, o profissional pode achar que não precisa mais estudar, ler ou manter sua rede de relacionamentos, que a condição profissional é imutável. Ele precisa entender que os eventos mudam a todo momento e tem de ficar atento aos movimentos da empresa. O profissional que recebe o salário no final do mês, mas não participa de reuniões e não cria vínculos, se isola. De repente, é desligado da empresa e não sabe o porquê. É um chavão, mas ninguém é gerente, apenas ocupa a posição de gerente provisoriamente, enquanto a empresa tiver interesse e enquanto der retorno para a companhia. Além disso, não se pode fechar os olhos para o que acontece fora da empresa, o que é muito comum."
Maria Ester Pires da Cruz, Gerente do Ibmec Carreiras do Ibmec São Paulo

Ser esnobe

"Geralmente, a promoção infla um pouco o ego e faz com que a pessoa perca a humildade, o que é essencial para continuar a conseguir promoções. Ao ser promovido, o profissional recebe novas responsabilidades e o reconhecimento do trabalho realizado até então, mas isso significa começar do zero novamente. Vai começar uma nova atividade, que geralmente não domina. A promoção é um desafio para o profissional buscar a capacitação. Então, tem de se empenhar para se desenvolver e continuar a mostrar trabalho. Quanto mais humildade tiver, inclusive na tentativa de aprender com pessoas de cargos inferiores, mais rápido aprende e ganha o respeito do grupo. Sem humildade, pode criar inimizades e comprometer o desenvolvimento do trabalho."
Gláucia Santos - psicóloga e consultora de recursos humanos da Catho

Não se preparar para a nova função

"A promoção tem de ser muito bem elaborada e alinhada, pois a responsabilidade é de quem promove e de quem aceita a promoção. Se não avaliar a preparação do profissional para a nova função, a empresa pode perder um funcionário que estava indo bem. Além disso, o profissional tem de saber avaliar se está preparado tecnicamente. Se não estiver, tem de admitir, reconhecer os pontos vulneráveis e se preparar. Sem preparação, em vez de a promoção ser algo positivo, passa a ser uma fonte de problemas e estresse. O profissional tem de saber se a empresa está disposta a participar do processo de formação ou se ele vai ter de arcar com os treinamentos e orientações sozinho. Por isso, a promoção precisa ser bem negociada, com avaliação de todos esses fatores antes da promoção."
Lizete Araújo - VP de planejamento da ABRH (Associação Brasileira de Recursos Humanos)

Priorizar a aparência à preparação

"Tenho visto algumas pessoas se precipitarem ao procurar se apresentarem melhor, comprar roupas e trocar o carro para melhorar a aparência. Isso tudo é externo e tem peso quase zero diante de um fracasso por falta de competência. Nada contra fazer esses ajustes posteriormente, pois tem de se apresentar de forma diferente, mas, de imediato, o preparo precisa ser muito mais interno do que externo. Então, não faça essa inversão."
Paulo Braune - Braune Educação Empresarial

Acumular funções ou não saber o que vai fazer

"Muitas vezes, alguém que ocupa um cargo operacional é promovido para um cargo gerencial e não sabe exatamente quais são as novas funções. Então, como forma de não colocar em risco o espaço já conquistado, o profissional mantém as funções do cargo anterior, não delega tarefas e não administra adequadamente. Não se dá conta de que a nova função exige dele outras competências, que as anteriores não são mais suficientes. Com isso, o promovido limita seu crescimento e o das pessoas que vai gerenciar. O profissional tem de esclarecer as expectativas dos imediatos quanto ao desempenho e ao posicionamento. Nem sempre a expectativa com relação à pessoa é clara e o profissional pode se tornar meramente técnico quando a expectativa é que atue de forma mais estratégica. Não basta se esforçar, é necessário atuar de acordo com o esperado."
Elizabeth Maia - diretora da filial Rio de Janeiro da Right Management

Negar a promoção sem motivos

"Tudo depende muito de como o profissional argumenta, mas o fato de declinar cria desconforto na empresa se o argumento não for pertinente, se não houver justificativa forte. Afinal, se a empresa faz o convite, é porque percebe que o profissional tem potencial e condições de cumprir com o desafio. Aí vale discutir com a empresa, se planejar e perceber os pontos em que vai precisar de apoio e suporte."
Lizete Araújo - VP de planejamento da ABRH (Associação Brasileira de Recursos Humanos).

Não valorizar a conquista e o que ela traz de bom

"Conheço profissionais que, ao mudar de função e, com isso, ganhar direito a benefícios, não aceitam para não se diferenciarem dos ex-colegas, por receio de que isso demonstre alguma discriminação. Isso é errado também, pois é necessário valorizar o que se conquista. Já vi casos de pessoas que tinham ganhado o direito a vaga de estacionamento no prédio da empresa, carro novo e cartão corporativo, por exemplo. No entanto, como os colegas continuavam a exercer as mesmas funções, para não se distanciar deles e não tornar evidentes as mudanças, não aceitaram os benefícios que eram visíveis, como carro e estacionamento. Nesse caso, corre-se o risco de a intenção de parecer humilde ter efeito contrário."
Maria Ester Pires da Cruz - gerente de carreiras do Ibmec São Paulo.

Deixar de trocar informações

"Manter-se atualizado profissionalmente não diz respeito apenas ao conhecimento, mas também ao relacionamento. Alguns profissionais são promovidos e passam a achar que não precisam mais compartilhar nada, não precisam almoçar com a rede de relacionamentos nem comemorar conquistas. Parar de investir no relacionamento profissional é um erro grave. Com relação à própria equipe, é necessário compartilhar informações importantes da empresa com os subordinados. É essencial filtrar a informação de acordo com o nível hierárquico do interlocutor, tanto para não revelar dados estratégicos como para que faça sentido para quem ouve."
Marisabel Ribeiro - diretora da área de desenvolvimento da Right Management.

 
ENTREVISTA COM ALEXANDRE MIZRAHI

1 – Olá Alexandre Mizrahi, qual a sua profissão e onde trabalha?
R: Sou advogado e trabalho no Albuquerque & Roitman Advogados Associados

2 – Como conseguiu esse emprego?
R:
Através do projeto Boa Chance, que depois se chama AvodáRio atualmente.

3 – Como você conheceu o AvodáRio?
R:
Através de sugestão de carta encaminhada ao então presidente da FIERJ.

4 – O Senhor já está a quanto tempo no Albuquerque Roitman Advogados Associados?
R:
  Estou no Albuquerque & Roitman há dois anos e quatro meses.

5 – Houve crescimento profissional?
R:
Sim. Principalmente através da troca de experiência com os outros integrantes do escritório.

6 – O que o senhor diria para as pessoas da comunidade judaica que estão em busca de um estágio ou emprego? R: Primeiramente devem acreditar em D'us, em si mesmos, estar sempre à procura de crescimento e consultar o site AvodáRio, uma importante ferramenta para a comunidade judaica na busca de uma profissão.

Faça como o Alexandre Mizrahi, cadastre-se no AvodáRio e verifique semanalmente novas oportunidades de emprego ou estágio, você pode vir a se tornar o profissional ideal para uma de nossas empresas parceiras, e crescer nela também.


 
Autoridade, mas sem cara feia!

avr_okpor Floriano Serra*
Alguns executivos costumam confundir postura gerencial com sisudez e por isso ostentam continuamente uma expressão fechada, dura e impassível como forma de impor autoridade ou demonstrar competência. Tais pessoas aparentam ser verdadeiros "rochedos": raramente sorriem, mal cumprimentam os pares (muito menos os colaboradores) e quase nunca se permitem instantes de descontração e informalismo. Mais do que respeitados, são temidos. Essa atitude pode advir de características da personalidade, resultantes de uma educação rígida e excessivamente formal, ou pode tratar-se simplesmente de uma visão distorcida e ultrapassada da postura gerencial. Neste último caso - que é o foco deste artigo - o problema situa-se na esfera cultural, interferindo na esfera comportamental. Trata-se de uma falha conceitual que traz dificuldades tanto para a pessoa como para a empresa. Para o indivíduo, caracteriza um estado permanente de tensão.

O corpo é submetido continuamente a pressões antinaturais e desnecessárias (rigidez, contração muscular, respiração irregular etc.,), o que acaba gerando um real desconforto psicofísico, primeiro passo para o mau-humor, componente freqüente da sisudez. E tudo isso porque a pessoa acredita que com essa fachada irá impor autoridade ou demonstrar competência. Para a empresa, o profissional enfezado tende a gerar alguns problemas, seja pela dificuldade de interagir informalmente com os pares, seja pelo clima de tensão e medo que sua presença cria para a equipe. Aliás, neste sentido, o efeito às vezes é oposto ao pretendido e o sisudo pode se tornar alvo de gozação dos colegas - claro que quando ele não está por perto.

O que resulta dessa postura? A perspectiva de um clima de insegurança, constrangimento ou ironia, nenhum dos quais contribui para a motivação e a integração no trabalho. Por extensão, a produtividade e os próprios resultados serão afetados de forma negativa. É interessante observar que em nenhum texto acadêmico sobre liderança encontra-se apoio a essa crença de que "seriedade", no nível descrito, possa ser associada à autoridade ou competência. Na verdade, tentar impor respeito com a expressão fisionômica ("basta um olhar meu para que todos se enquadrem!") é uma infantilização das relações hierárquicas, já abandonada, hoje em dia, até pelos professores de escolas primárias. A autoridade formal de um gerente é indiscutível porque nasce de um decreto. Sua legitimidade e aceitação, contudo, dependem de certas atitudes, habilidades e conhecimentos do profissional - mas, com certeza, nunca da sua cara. A competência, então, nem se fala; está mais distante, ainda, de qualquer vinculação facial. São os resultados positivos que qualificam o executivo, e, se ele os obtém, só tem razões para mostrar-se serenamente realizado e satisfeito consigo mesmo. Ou será que é possível imaginar-se um vencedor sisudo? Em todas as áreas da atividade humana, ao longo dos séculos, pode-se citar inúmeros personagens de enorme valor para a Humanidade e que ostentavam humildade, apesar de tão próximos da genialidade. Não estamos fazendo a apologia do populismo nem da informalidade descontrolada. Sabemos que existe uma necessária postura gerencial, condicionada a certos limites de discrição. Isso faz parte de todo papel profissional.

O que queremos concluir é que, quando o gerente tem pleno conhecimento dos requisitos do seu papel profissional e quando associa esse conhecimento à consciência do seu próprio valor, ele exterioriza, com serenidade, essa segurança interior. Mais ou menos como ocorre com o "faixa-preta" nas artes marciais: é um indivíduo pacífico e tolerante, justamente pela sua autoconfiança. Acreditamos que assim deveria ser com os "faixas-pretas" gerenciais: seguros da sua competência, eles não precisam impressionar ninguém com fachadas ameaçadoras. Pelo contrário, sem recear perda de poder, podem permitir-se uma postura tranqüila e bem-humorada. Afinal, se cara feia significasse autoridade e competência, o buldogue - com todo o respeito - seria o símbolo universal da liderança.

* Floriano Serra é colunista do Empregos.com.br, psicólogo, palestrante e Diretor de Recursos Humanos e Qualidade de Vida da APSEN Farmacêutica.


 

 

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